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25/04/2008 19:06:10
Bruno Senna revela expectativas para temporada da GP2

Bruno Senna carrega nos ombros um dos sobrenomes mais imponentes da história do automobilismo. Sobrinho do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, morto em um acidente no circuito de Ímola em 1994, Bruno está otimista para sua segunda temporada na Fórmula GP2, categoria de acesso a F-1.
O piloto reconhece que seu futuro no automobilismo dependerá do que fizer neste ano. “No fim do campeonato é que saberemos o que vai acontecer. Meu projeto sempre esteve atrelado à Fórmula 1. É nela que sempre quis correr e é com esse objetivo que venho trabalhando. Sei que não é e nunca foi fácil chegar lá, mas tenho total confiança que meu sonho será alcançado”, garante.
Bruno terminou em 8º lugar na classificação geral de 2007. Ele reconhece que os padrões de exigência agora se tornam mais severos.
“No ano passado, terminar na posição em que fiquei não deixou de ser algo expressivo. Agora, o terceiro lugar será uma posição razoável, o segundo pode ser considerado bom e o ideal é ser campeão. Se o alvo é mais difícil de atingir, tenho mais experiência. Atualmente, um dia ruim é aquele em que fico em 5º”, observa o paulista de 24 anos, que finalizou a GP2 Ásia – espécie de torneio de pré-temporada em 10 etapas – na 4ª colocação.
As 10 provas que realizou em Dubai (quatro rodadas duplas), Indonésia, Malásia e Bahrein, entre o final de janeiro e meados deste mês, dão a Bruno a convicção de que poderá mesmo lutar pelo título da GP2 e suceder Nico Rosberg, Lewis Hamilton e Timo Glock, os campeões da modalidade inaugurada em 2005 e que acabaram garantindo uma vaga na Fórmula 1.
“Salvo qualquer coisa bizarra, como alguns acontecimentos imprevisíveis que me derrubaram na GP2 Ásia, acho que estarei na briga. Romain Grosjean, que venceu a série, Giorgio Pantano, experiente e rápido, e Luca Filippi, que será companheiro de Grosjean na ART GP, devem ser os adversários mais difíceis”, avalia.
Entre os incidentes pouco comuns que vitimaram Bruno está a troca de apenas um pneu (e não os dois regulamentares) numa prova no Bahrein em que liderava com ampla vantagem – o erro da equipe custou sua desclassificação pelos comissários desportivos.
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